21 maio, 2007

Judiciário na berlinda...

Pois é, com o desvendar dos esquemas de favorecimento não é só a reputação, a acreditação popular, do nosso judiciário, que encontra-se na berlinda, nossa constituição vigente veio a complicar a atuação da corrupção em todas as suas vertentes, cobrando moralidade de seus agentes em suas atuações públicas. Vejam o que esses artigos representam:

Art. 37 § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos politicos, a perda da função publica, a disponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 37 § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

Art. 37 § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

O resumo destes artigos pode vir a ser a degola de corruptos num país que preze pela moral ou apenas uma total e completa abstração de normas sem eficácia, pela falta de aplicabilidade, ou de que a queira aplicar...

Antes de mais nada vale salientar que os magistrados são como os membros do legislativo em suas maiores esferas (deputados e senadores), do executivo idem (chefes do executivo) agentes políticos e respondem com foro por prerrogativa de função n/f dos arts. supra.

As sanções encontram-se circunspectras no art. 37 § 4º, que peca tão apenas por não prever constitucionalmente o imediato afastamento da função pública com a imediata perda dos vencimentos, se preenchidos os requisitos da tutela antecipatória de estada no art. 273 do CPC, ou seja: prova inequívoca e verossimilhança das alegações, deixando claro, que esse seria o ideal pró-moral, mas no estágio que estamos, ainda que não o sonhado, se houver seriedade será possível haver moralidade, os instrumentos estão aí!

Quanto ao art. 37 § 6º, prevê a responsabilidade objetiva do estado, o que vem a facilitar sobremaneira a indenização pelos danos causados à terceiros. No caso do desembargador do STJ, por exemplo, quem responderia seria a união, mas não teria como nem porque cobrar de si mesma... e em sendo viável economicamente poderá exercer o direito de regresso contra o agente presentante. Se tiver havido dano a terceiros estes terão direito à serem objetivamente ressarcidos, óbvio, tudo isso pleiteado em juízo, já que dificilmente haver-se-á espontaneidade no pagamento por parte da União.

Vale ressaltar ainda, que a União poderá ressarcir-se do agente político causador no prazo de 5 anos...

Vale ficar ligado no desenrolar de todo esse embrólio, que poderá servir de marco para um novo Brasil, agora quissá escrito como persevera o art. 37 da CR:

Art .37, caput: A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

É só aplicar a norma ao caso concreto, ainda que o concreto seja extremamente duro...

12 maio, 2007

Protagonistas da vergonha

VERGONHA!!!!! QUEM DEVERIA SERVIR DE PARADIGMA DE PROBIDADE E DE ILIBADA CONDUTA, HOJE MOSTRA-SE ESCONDIDO NO MEIO PUTREFATO DO CRIME ORGANIZADO, QUE NÃO EMPRESTA A MESMA FUNDAMENTAÇÃO, DE CERTO MODO EXCLUDENTE DA IMORALIDADE, AO QUE CHAMO DE CRIME-SUBSISTÊNCIA, MAS SIM VEM QUALIFICAR SUA CONDUTA POR UMA SORDIDEZ IMORAL, QUE INSOFISMAVELMENTE MOSTRA-SE A MOLA PROPULSORA DE TODA VIOLÊNCIA.

A resposta do judiciário deverá mostrar-se às avessas do que vem se apresentando. Atitudes como a do ministro César Peluso trazem à espeque o descrédito de uma imparcialidade desejáVEL, e a certeza de um corporativismo indesejáVEL. O desmembramento do inquérito, que resultou na soltura dos desembargadores com a manutenção da prisão do restante dos acusados compromete uma visão de um futuro desejáVEL...

A Operação Furacão promete iluminar parte da obscuridade do crime organizado, pois pela primeira vez, graças volto a ressaltar, pela ação pragmática e eficiente da inteligência da Polícia Federal, começamos a incomodar seres até então inatingíveis, portadores de uma carapaça, que os faziam diferentes do restante dos homens, quase seres "celestiais", rsrsrs! O escândalo da venda de sentenças, que a muito se desconfiava materializa-se no sentido do favorecimento da exploração dos jogos de azar. A venda de liminares vinha a fortalecer todas as ramificações das organizações, da violência do tráfico à lavagem de dinheiro, esse sim o verdadeiro estado paralelo!

A tendência é que dia 15 de maio o CNJ afaste os magistrados investigados de suas funções até o encerramento das investigações. O que espanta é a ausência completa de qualquer tipo de pronunciamento por parte do STF, que de certa forma deveria ser o porta-voz do judiciário na prestação de contas para com a sociedade, na que se mostra de forma indubitável como a maior crise até então vivenciada pelo poder que deveria primar pela guarda da constituição e conseqüentemente de toda nossa ordem legal. Temo, que nossa corte maior, como corte política que é, siga como exemplo a completa ausência de sentidos que se abateu nas outras esferas de poder, que realmente se mostrará uno e indivisível, mas na sua pior interpretação...

Hoje o Judiciário anda se preocupando mais que nunca com todas as garantias constitucionais, valorizando o princípio da presunção da inocência e do sigilo em detrimento da liberdade de imprensa numa ponderação de interesses que muito os interessa...

08 maio, 2007

O PAC é de Deus?

O ministério do desenvolvimento social e combate a fome pôs sob suspeita 4% dos beneficiários do programa Bolsa Família. Além desses 4%, em torno de 2% a partir de maio, já terão bloqueados seus benefícios, pois ultrapassaram o "pomposo" limite de R$120,00 por mês, por família, que concede direito ao benefício da esmola.

È incrível o oportunismo do governo lulático, antes da reeleição as esmolas eram dadas a torto e a direito. O dinheiro público comprava "sem licitação" o maior número de brasileiros possível a fim de garantir-lhes a reeleição. Houve denúncias de todo lado do desvio do erário público, porém naquele momento o governo lulático era cego, surdo e mudo...

Outro algo interessante desse governo é isso que deram o nome de PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento). Com o PAC criaram também o que chamo de ação "APAC". Na ação "APAC" estão todos os "anti-patriotas" que divergirem de qualquer algo tentado pelo governo. Isso porque o PAC virou tudo que for de interesse governamental, desde antigos projetos parados no 1º mandato Lulático, como obras iniciadas no governo FHC ,que foram emperradas, até a Super Receita, também engavetada e desengavetada agora. O que é bom é PAC, o que é ruím é APAC. Assunto de política monetária, como a queda nas taxas de juros é PAC...

PAC virou sinônimo de auto-autorização para gastos. E que não ousem questionar a legalidade dos gastos públicos, pois serão taxados de anti-patriotas adoradores do Diabo...

Mas, tudo isso tem o aval do povo brasileiro e na visão governista de Deus que há de vencer o mal!! È por isso que a cada dia me orgulho mais de ser brasileiro e me envergonho do povo brasileiro, que a semelhança de Lula é cego, surdo e mudo, ah, ia me esquecendo, e burro!

29 abril, 2007

Constitucional às avessas

Onde estão conceitos mais modernos e adotados por nossa constituição de Estado mínimo? Estado gerencial? Não serve ao modelo de um Estado corrupto! O governo só tem as rédeas na existência de um estado inchado, onde o controle se faz ineficaz, e a possibilidade de conluios, conchavos e troca de favores se mostra a grande moeda de barganha política.

Nosso presidente Lulatico è realmente um ser inconstitucional por natureza. Fere a todos os princípios da administração pública arraigados no art.37 da CR . Mas isso não poderá assim continuar, afinal vivemos num Estado Democrático de Direito, e legitimamos esse ser inconstitucional, e por isso, de uma maneira transversa dissemos que o inconstitucional è sim constitucional, ao menos se visto sob o mesmo prisma de seus eleitores, os “esmolados”. Vamos por isso adequar a constituição para também legitima-la, e assim constitucionalizar o presidente. Então vejamos:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da união, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios da Ilegalidade, pessoalidade, imoralidade, sigilo e ineficiência...

Essa sim deve ser a proposta de emenda constitucional da base governista, que se passar, o grande sonho do PT de eternizar-se no comando do país restará adequadamente legítimo!

Uma nota:
Um estudo atual e fidedigno comprovou que o funcionalismo público possui ganhos muito mais elevados que o setor privado e que os casos de licenças médicas e faltas ao trabalho são quase 10 vezes maior, o que vem a comprovar o acerto da política pró-eficiência adotada pelo governo de incentivo ao inchaço da máquina estatal, rsrsrs.

20 abril, 2007

Notas atuais de vergonha e de orgulho do nosso país

E a estupefação continua...Vou dar algumas notas a respeito:

A)operação furacão da polícia federal prende figurões, antes intocáveis em seu moral; cuidado judiciário...
B)Lula muda o discurso novamente: baixou um ferrenho nacionalista-saravá!!! Te cuida Morales, te cuida Chaves...
C)STF transformará mensaleiros novamente em réus. Cuidado mensaleiros...

Como se pode reparar numa mesma semana os três poderes nos surpreendem, positivamente e negativamente.

Temos que parabenizar mais uma vez a Polícia Federal, que com sua independência vem demonstrando ser um dos poucos órgãos confiáveis. Vem fazendo um trabalho investigativo sério, valorizando princípios constitucionais pouco respeitados pela administração pública como o da moralidade e da eficiência. Estão atacando peixes grandes e deixando as arraias miúdas sem maiores penetrações para as grandes lavagens de dinheiro, e quem sabe num futuro sobrem apenas pequenos tanques caseiros para se lavar...Enfim começaram a desbaratinar o manjado esquema de venda de sentenças e liminares. Olha o nosso judiciário sofrendo a investigação externa que tanto temia, ainda que pelas vias que não imaginavam.
Parabéns à Polícia Federal!!!

Outra. Lula mudou o discurso novamente, e agora resolveu dizer que vai defender os interesses do Brasil. Depois da queda nas últimas pesquisas nosso chefe maior mudou de estratégia e envedrou por caminho oposto ao que vinha defendendo ferrenhamente. Antes os contratos da PETROBRAS seriam revistos em prol de nossos vizinhos pobres: avante MERCOSUL!!! Hoje os contratos deverão ser cumpridos, e dane-se o MERCOSUL, se precisar busco gás natural do outro lado do mundo!!! Com isso nossos irmãos tupiniquins que coloquem as barbas de molho...

Mensaleiros de volta a berlinda?! Após festejos pós-eleição nossos "genuínos" parlamentares eleitos devem voltar ao banco dos réus. Graças à falta de sagacidade, discernimento e vergonha de nós brasileiros, que voltamos a elege-los, possuem eles, foro por prerrogativa de função, e serão julgados pela corte mais alta de nossa estrutura jurisdicional. Mas antes assim, sendo julgado pelo órgão mais político de nossa estrutura judiciária, com as provas acostadas aos auto pelo Ministério Público, do que depender do julgamento informal do povo, pois a depender deste, estariam todos previamente inocentados...

Por último, uma curiosidade: o partido trabalhista brasileiro(PTB), o mesmo do controverso Getulho Vargas está utilizando como divulgadores de suas idéias em rede nacional os expoentes Roberto Jéferson (seu presidente) e Fernando Collor de Mello (o novo xodó do partido) e do jeito que nosso povo surpreende não duvide leitor do promissor futuro desse partido...Quem sabe teremos num futuro não longínquo o retorno de Fernandinho à presidência com o justiceiro Robertinho de vice, e quiçá com um ministério do PT...Façam suas apostas!!!

04 abril, 2007

Acendam as luzes que o apagão voltou

Os apagões aéreo e de nosso presidente a.e tomaram conta dos noticiários desta semana.

Controladores de vôo após muito reclamarem de suas condições de trabalho, de seus parcos ganhos mensais e de ainda se encontrarem submetidos ao regime militar cansaram de não serem ouvidos e resolveram gritar através de um movimento grevista, que fez parar parte do país. Situação por sinal muito semelhante às vividas por policiais...Ai nossa segurança!!!...

A título de esclarecimento, vale ressaltar, que foi de incontestável inconstitucionalidade referida greve, tendo em vista que militares são impedidos constitucionalmente de entrarem em greve e os controladores de vôo por medida estratégica de segurança nacional, que remonta ainda da época da ditadura, continuam a pertencer à esfera militar.

Assim que teve notícias da greve nosso pusilânime presidente, que encontrava-se em mais um de seus passeios para o exterior com seu imponente avião, que a bem da verdade estaria melhor servindo a população engarrafada nos aeroportos em dias anteriores, pronunciou-se no sentido de que voltassem ao trabalho que suas reivindicações seriam atendidas, afinal de contas de greve ele deveria entender...

E assim os iludidos e mal orientados controladores começaram a voltar na esperança de que suas vozes tivessem sido ouvidas e que seus dias de subordinação hierárquica findavam. Pois bem, assim que retornou de mais uma etapa de sua incansável volta ao mundo, nosso caricato presidente falou que o que falou não havia falado, mas se por acaso falou não deveria ter falado, ou seja, se mostrou mais uma vez um Lulático, que nada vê, nada fala e não sabe de nada
...

Mas o que ocorreu, que o populista resolveu novamente incorporar o autismo para deixar tudo como está? Assim que desembarcou recebeu umas visitinhas de alguns homens fardados que já foram os donos do Brasil e que fizeram careta para ele, e como a careta era realmente muito feia ele teve que acordar nossos controladores de vôo com a notícia de que tudo não passou de sonhos de uma noite de verão, sonhos de uma noite de verão uou, mira, mira, mira...

28 março, 2007

Utopia escapista e hipócrita

Tema turbulento onde o consenso beira a utopia e na utopia escondem a hipocrisia. Encarar a realidade de uma forma enérgica e apriorística é incidentalmente tutelar nosso direito fundamental à vida.

O crime encontra sua mola propulsora na impunidade e a impunidade terreno fértil nas medidas sócio-educativas aplicadas aos menores. Hoje o menor que mata da forma mais hedionda possível, não fica longe da sociedade por mais de 3 anos. Tramita um projeto no congresso que propõem aumento para 5 anos.

A questão da maioridade penal, defendo, deve ser discutida com toda a sociedade num amplo debate, que passa diretamente pela responsabilidade social de cada cidadão num contexto global de cidadania e dignidade da pessoa humana. Estamos vivendo um momento de completo descrédito de nossa democracia representativa instando premente a valorização de uma democracia participativa.

É fato, que nenhuma mudança isolada ou mesmo um conjunto de mudanças em um curto espaço de tempo será capaz de solucionar um problema que possui raízes somatizadas pela história, mas também resta incontroversa a necessidade de mudanças, algumas emergenciais, ainda que de cunho provisório e outras estruturais com vistas a uma sistematização que prime pela eficiência da tutela que o Estado deve prestar à sociedade quando avocou para si tal responsabilidade.

Nosso Estado encontra-se profundamente adoecido, e como no caso de um drogado, a primeira atitude é a de auto-conscientização de seu estado, potencializada pela vontade de se tratar. A este último reclamo, infelizmente, temos encontrado parcas respostas, não sei se pela falta de “médicos”, pela desídia ou pela incompetência destes, sendo certo que nisso o CDC não nos ajudará.

Temos hoje, quanto à questão da maioridade penal algumas correntes bem delineadas de defensores:

Alguns defendem que a proposta de Emenda constitucional baixando a maioridade penal para 16 anos não trará uma resposta satisfatória, buscando como paradigma legislações alienígenas de países onde a violência não diminuiu. Alegam esses tratar-se de um problema estrutural onde a sociedade tem um débito histórico com ela mesma quando não ofertou condições dignas de oportunidades de se optar pelo “não crime”, seria um problema de raízes sociais. Essa idéia que digo simplista e de uma obviedade a toda prova faz surgir a brisa da omissão, do empurra para amanhã, fazendo crescer o sentimento de impunidade e de banalização do crime. Abarcam essa tese alguns antropólogos, sociólogos, defensores dos direitos humanos e outros hipócritas que se escondem por de trás da utopia de suas hipocrisias.

Outros defendem que a maioridade a partir dos 16 anos é um início de combate à impunidade. Nessa linha de pensamento há quem por exemplo proponha que na reincidência de um crime hediondo a imediata emancipação do menor, o que a meu ver, somado ao endurecimento de nossa legislação penal e de execução penal, e é claro ao oferecimento efetivo de oportunidades priorizando-se o direito fundamental à educação, vai mostrar a resposta não evasiva que a sociedade espera de combate pela ordem, pela paz social e pelo nosso maior bem que é a vida, quiçá um dia digna como preceitua a talvez norma programática fundamental mais importante de nossa constituição. Essa tese abarca a sociedade em geral, capitaneada pelas famílias decapitadas em suas almas e aqueles que acreditam que a violência não se combate com filosofia e muito menos com hipocrisia!



23 março, 2007

Joguinho da adivinhação

Prego que se destaca tem que levar martelada! Que me desculpem o plagio, mas é essa a regra também no meu jogo. Em nossa realidade concreta essa assertiva não encontra seu fundamento de validade, já que a martelada vai para o povão, que se destaca sim, nas páginas policiais. Mas como nesse blog quem dá as cartas sou eu, vou fugir dessa realidade cão e vou continuar a martelar quem realmente se destaca.

Convido você, caríssimo leitor, para participar de um joguinho teletube de adivinhação bem rapidinho comigo, vamos lá:

1ª) É o maior símbolo da imoralidade do nosso país. Pronto... já mataram! Mas para quem está um pouco desligado do nosso reality show e mais ligado no outro, vai uma segunda dica;
2ª) Os mais assíduos e responsáveis dessa classe trabalham dois dias e meio por semana. Ficou muito fácil, mas se não mataram, vem uma terceira dica, pois no meu jogo todos têm que ganhar;
3ª) São os únicos que possuem a prerrogativa de reajustar seus próprios salários, agora só para acabar a brincadeira que já está ficando chata, fiquem com a quarta dica;
4ª) Para eles as normas penais são por completo ignoradas ou tem seu sentido invertido.
Mataram...né?

Resultado final do jogo:

Aos que mataram meus pêsames, porque você é pobre, ninguém te conhece, não tem destaque, não tem imunidade nem foro por prerrogativa de função, ainda matou quem o sistema protege, então sua chance de ir para cadeia é de 100%; aos que tiveram vontade de matar, mas não mataram, parabéns pelo auto controle, mas vai continuar a levar martelada, e por último aos que nada sentiram, que se matem, pois a humanidade não precisa de vocês!!!!

É, numa primeira impressão todos perderam, mas eu não seria tão mórbido de criar um jogo no qual todos perdessem, lembrem-se que a regra do jogo é a maioria perder para uma minoria sair ganhando, então você perde aqui para não ficar mal acostumado!!!

19 março, 2007

Déficit na balança

Negro, pardo, índio, amarelo, branco; somos nós. Somos puros como prostitutas. O Brasil é um verdadeiro bordel. Se fossemos comida seríamos uma sopa de entulho. Se fossemos bebida seríamos um coquetel, que querem transformar em molotófico...

Pois bem, que somos uma “mistureba” não se discute, o que se discute são nossas políticas públicas quando tratamos de nossas misturas. A verdade é que fomos criados para importar, e importamos muitas idéias, que infelizmente andam nos causando uma preguiça mental comodista e irresponsável.

Importamos mais uma idéia de nosso maior exportador de merdas, agora de características segregadora e racista como se fosse uma idéia social. Estamos importando um verdadeiro apartheid para nossa já combalida realidade social. Esses expurgos escatológicos excrementosos é que nos enfiam goela abaixo!!! Acho que faz parte do programa fome zero...

“Nossa” ação afirmativa consubstanciada pela cota de negros nas universidades é um paliativo hipócrita, como quase tudo no nosso país, e desarrazoado que fará sim aumentar as diferenças. Não é o pobre que recebe o tratamento diferenciado e sim o negro. Mas quem é negro? Será negro e pobre a mesma coisa? Será que todo pobre é negro? Ou todo negro é pobre? Será todo branco rico? E você, se considera negro ou pobre? Alias, negro ou branco?

A cor da nossa pele, hoje em nosso país, passa legalmente a receber tratamento diferenciado. Soube em um dos últimos vestibulares que dois amigos criados juntos, foram vítimas desta diferença. Prestaram vestibular juntos, para mesma universidade, mas um, filho de pais “brancos”, não foi aceito no programa de cotas para negros, pois o consideraram branco, já seu amigo que nasceu “negro” foi aceito. O rapaz negro embora tivesse feito significativamente menos pontos foi aprovado e hoje estagia na área de educação física, já seu amigo que deu o azar de ter nascido mais branquinho cansou de tentar e agora encontra-se a sete palmos abaixo do chão morto pelo tráfico...

Deus queira que o racismo legitimado pelo poder público, não se torne mais uma página triste de nossa história a ser escrita, e que a desigualdade racial não comece a matar como mata a social, à semelhança do nosso paradigma de primeiro mundo.

09 março, 2007

O Paraíso é aqui!!!

Situação insólita, risível, escalafobética... Protegemos quem nos rouba, os mantemos intocáveis e ofertamos a total segurança jurídica da impunidade. Contamos ainda, com a substancial colaboração da mediocridade desavergonhada e irresponsável de um povo que legitima no poder a putrefação humana.

Introduziu Hitler, em 1933, a idéia de que o povo tinha que se manter iletrado com vistas à manutenção de um poder ditador perpétuo, acho que ele ficaria satisfeito por ter alcançado, em parte, seu prognóstico no Brasil, um país democrático que impera a ditadura da acefalia.

Conseguimos eleger acéfalos como nós, e junto a eles, outros, que se utilizam de nossas precariedades intelectuais para construção de impérios em paraísos fiscais. É na realidade, uma lógica interpretativa às avessas, onde a distribuição de renda existe, mas é lida numa ótica bastante peculiar, onde todos distribuem suas rendas não para o bem comum, mas para o bem de um.

Hoje um certo deputado federal encontra-se sitiado no Brasil. Para onde ele for fora de nossos limites territoriais será preso. Mas aqui ele está seguro, pois não se extradita cidadão nacional, afinal temos soberania e decidimos o que fazer com os nossos. Eleito, conta com prerrogativas e imunidades que lhe garantirão a impunidade. Nossa Suprema Corte como órgão político que é, mostrar-se-á mais político que nunca. Pelo visto, todos querem prender quem nos roubou, nós não...devemos prender o João das Couves que foi o fornecedor da renda a ser distribuída!!! A culpa é dele!!! De uma coisa nós temos que nos orgulhar, o paraíso é aqui! Para os que olham de fora da bunda, para que sentem de perto da náusea, e viva o Brasil, que cá pra nós, escrito com ”z” fica mais bonito!!!

02 março, 2007

Ser diferente tá na moda

No jogo de empurra entre o legislativo e o judiciário, quem leva tombo é o povo. Discussão por uma melhoria, sem dúvida há; de seus salários. Enquanto o crime há muito encontra-se na era digital, o Estado vem se enterrando na analógica. Enquanto tentam aumentar os seus tetos, melhorando ainda mais a distribuição de renda; entre eles; o povo procura sobreviver com seus pisos, ainda que a grande maioria só encontre sossego a sete palmos do chão...
É impressionante nossa legislação penal, temos normas que Matusalém se envergonharia e outras tantas importadas de uma realidade muito distante da nossa, que são aplicadas graças a enorme vontade política de se manterem inertes incentivadores do caos.
Nosso poder judiciário, por exemplo, se apequena como mero aplicador de leis, sejam elas quais forem. A venda em seus olhos os mantém cegos de nossa realidade social. Bem verdade, que juridicamente falando a jurisdição é inerte até ser provocada pelo direito de ação, que todos possuem, porém lamentavelmente mesmo com nossa provocação têm eles permanecido inertes, mostrando que além de cegos, são surdos e mudos, pois não ouvem o clamor popular e não se manifestam a respeito. Hoje o tema deficiência protagoniza nosso horário nobre, será o objetivo do judiciário, encontrar seu espaço na próxima grande produção Global? Deficiências não faltam, só me pergunto se procuram o papel de protagonistas ou antagonistas da história...
No ápice do judiciário tem assento onze semi Deuses que possuem atribuição constitucional precípua de guarda da nossa constituição, que elenca entre seus direitos fundamentais o direito à vida, a dignidade da pessoa humana, a liberdade de locomoção entre outros. Será o teto o maior dos direito fundamentais? Acho que para eles sim... pois só desta forma poderão continuar se distanciando de nós, e quanto mais longe estiverem mais insignificantes estaremos aos seus olhos, como formiguinhas impotentes e descartáveis prontas para serem pisadas pela indiferença.

15 fevereiro, 2007

Destinados à merda?
Aos carolas de plantão há destinos. Aos mais céticos, destino é o escapismo dos derrotados.

Eu particularmente entendo que estamos destinados à morte. Vivemos para morrer, mas há um ínterim, que escrevemos dia a dia com merda, sangue ou amor. È bem verdade também, que a merda anda nos rondando e parece ter seu foco numa área central, mas inexorável é: quem lá despeja somos nós, porcos potenciais!

Naquela área central, que é para nós capital, vamos ser honestos, só não há mais merda pois há quem sofra de uma eterna prisão de ventre, que não caga mais também não limpa. Não sei, talvez seja uma espécie de árvore, que está por lá para tornar-se bastante frondosa, fazendo render muitos frutos espalhando por seus galhos, já que insumo é material em abundância naqula região.

Entre a merda que lá jogamos e as árvores que lá plantamos fiquemos com o aquecimento global, que, pelo mais incrível que possa parecer, pode lavar a merda com as chuvas e secar as árvores com o calor.
Ou escrevemos nossas histórias traçando nossos destinos ou seremos mortos sufocados por merda, aos pés de belas árvores frutíferas. Acordemos!!!

08 fevereiro, 2007

Onde está? Ninguém viu...

A única coisa presente em nossas realidades quando se fala em Estado é sua ausência, pelo menos na forma que deveria estar presente. Em matéria de Segurança Pública é risível sua atuação. Qualquer Zé-mané, que não tenha muito a perder encontra um vasto campo de atuação no mundo do crime. Neste mundo o dinheiro corre fácil e vem de todos os lados. Trata-se de um negócio tão lucrativo que desperta o interesse até do próprio estado, que chamarei de legítimo, que se traveste numa irrepreensível e salutar ausência de transparência. Quando desvendado pelo inevitável, a culpa é fruto de uma corrupção pontual que geralmente encontra fundamento final em seu histórico problema social.

Estado e crime vivem hoje como uma perfeita relação adulterina. Embora falido seu casamento com a lei, procura demonstrar-se fiel ao seu juramento ante a sociedade, mas vive uma proibida e irresistível paixão pelo crime. A sociedade não sabe mais a quem recorrer quando o assunto é segurança, o tiro pode vir do Estado legal ou do Estado sem lei, se é que o primeiro existe.

As comunidades de baixa renda vivem mais de perto este paradoxo. Lá a atuação do que apelidaram de estado paralelo recebe a proteção do Estado legítimo, já que chamá-lo de legal é para mim difícil. A corrupção fomenta uma liberdade, delimitada territorialmente onde o Estado se faz anárquico. Lá, manda quem pode obedece quem tem juízo. Enquanto o poder paralelo se mantiver longe da fama, dos flashes, trabalhando dentro de suas competências, o acordo entre os dois estados estará garantido. Mas como sabemos, o estado goza de privilégios quando contrata com particulares e o risco de quebra de contrato é sempre possível, já que os mesmos flashes proibidos a um dos Estados são sempre bem vindos quando dirigidos ao outro, são as chamadas cláusulas exorbitantes...

Hoje três Estados lutam pelo domínio das principais bocas do Rio. De um lado temos as milícias, nova espécie de Estado laranja, que não deveria aparecer, mas percebeu que para ter o poder basta querer, ter vontade, que agindo como uma espécie de filho desnaturado do outro se libertou atrás de seu próprio espaço começando a incomodar o acordo entre os outros dois. A população está entre a cruz e a caldeirinha, veja você: ou apóia o acordo dos dois Estados continuando tudo como antes, vivendo dominado pelo paralelo com todas as diversidades de emoções de uma vida radical, tendo o verdadeiro aprendizado do que é a vida sem necessidade da escola ou opta pelo novo modelo, que em troca de uma quantia mensal e um tanto de opressão, ganham a garantia do sossego e de uma certa ordem que o Estado legítimo tinha o dever de dar, mas não tem o interesse de oferecer. Dúvida cruel... Ia me esquecendo do estado legal...mas este...

Até quando o Estado vai se mostrar impossibilitado aos olhos dos flashes para combater um crime que de organizado só tem o nome, que conta com um exército de meia dúzia de desnutridos e um analfabeto no comando? Meia dúzia de furões do esquema já estão desmoralizando o monstro criado no imaginário popular, e essa luta do estado legítimo contra o novo estado para devolver o poder para o paralelo e tudo continuar como antes, pode ficar um tanto comprometedor...

Particularmente quero torcer para que o estado legítimo não perca sua legitimidade por completo, torcendo ainda para que um dia possa adjetiva-lo também como legal...

05 fevereiro, 2007

Aviso aos navegantes

O mundo passa hoje pelo fenômeno que estão denominando aquecimento global, que em parcas palavras poderíamos apelidá-lo de holocausto natural. Vislumbra-se um começo de resposta que o homem vem buscando da natureza por suas irresponsáveis mazelas. É o show do culto ao umbigo, quem manda é quem polui, sufoca, mata!

A natureza não tem vocação masoquista, pelo contrário, é vingativa, protege a sua espécie dizimando quem as ameace e que não duvidemos de sua, aí sim, vocação terrorista.

Hoje sua maior ameaça é a espécie humana, que usa de sua razão da forma mais irracional possível, que ao contrário da natureza nega-se à proteção de sua própria espécie, dizimando quem só o bem nos faz, mas como ela somos do terror...

Temíamos que a bomba atômica fosse o apogeu de nosso anunciado e esperado fim, mas corremos o risco de esbarrarmos em nossa prepotência altruísta e egocêntrica de acharmos que somos os únicos donos de nossos destinos, embora isso não seja de todo falso. Estamos transformando vidas em mortes e nossa maior amiga em nossa pior inimiga, o símbolo maior de nossas vidas poderá tornar-se o símbolo maior da nossa morte...

A impiedosa natureza já se desfez de quem mal algum fez a ela, pois é assim o ciclo da vida, uma espécie dá lugar à outra, que se mostra menos resistente e é eliminada por seleção natural. Estamos contando com a irracionalidade da natureza, que não julga com eqüidade quem deve ser eliminado em primeiro lugar, vem poupando os maiores malfeitores de uma história escrita com um egoísmo racional, o que o faz ainda mais cruel e burro. Não podemos esquecer, porém, que até os irracionais possuem um instinto, e que se ao homem foi ofertado a racionalidade, que a usemos a nosso favor, e que não nos esqueçamos de uma de nossas descobertas evolutivas, e que muito nos serviu, de que a toda ação equivale uma reação e que não descubramos tarde demais que essa reação pode ser tardia, mas exterminadora!

23 janeiro, 2007

Santo Homem

País de dimensões continentais e potencialidades naturais invejáveis até pelas grandes potencias mundiais, nosso Brasil propugnou um fabuloso crescimento a passos de cágado nos últimos quatro anos de nossa história, chegando a superar o expressivo Haiti dentre os nossos irmãos desenvolvidos... desperdiçamos o BOOM desenvolvimentista de uma conjuntura internacional amplamente favorável desde a sua entrada para ficarmos ‘encagados’ num profundo mar de lama. Será esta lama conseqüência da falta de saneamento básico que nosso Estado esqueceu de implementar? Ou será que as chuvas mostraram uma lama que esqueceram de limpar?

Nosso chefe maior, na ocasião da candidatura a seu primeiro mandato tornou-se protagonista de um verdadeiro reboliço em todo mercado nacional e mundial fazendo disparar o dólar, despencar a bolsa, bater picos o risco Brasil, a ponto de verdadeiramente comprometer o término do mandato de seu antecessor, que somatizava intensas crises mundiais, como era o caso da Argentina. Quem crescia verdadeiramente à época era a China. O mundo temia as surpresas de quem se dizia um futuro estadista que revolucionaria o modelo econômico até então adotado, que na visão deste não passava de um governo feitor das vontades do FMI e de banqueiros de toda espécie. Temia-se até um reprovável calote de nossas dívidas. Pois bem, este mesmo, que muitos temiam, e que fazia eclodir no povo um sentimento de renovação e de verdadeiras conquistas sociais, terminou seu primeiro mandato com políticas assistencialistas populistas eleitoreiras utilizadas como slogan de campanha de reeleição, que serviram para comprar os votos de uma população de maioria esmagadora miserável e facilmente corrompível por um prato de feijão, já que dominados pela fome e pelo sentimento de que corromper e ser corrompido é normal, usual e parte do jogo e que ao final pode transformar-se numa suculenta pizza calabresa.

Não paramos por aí, nossos banqueiros antes aterrorizados por discursos eloqüentes do opositor terminaram 2006 com os maiores lucros de suas histórias, terminaram como seus maiores cabos eleitorais, o FMI nunca esteve tão de bem com o Brasil que adiantou parcelas de sua dívida. Foi realmente um governo que triscou a perfeição, embora sejamos sufocados com nossa carga tributária dando-nos por vezes a impressão de que pagamos para trabalhar, na realidade temos que dar graças a Deus, pois ter emprego hoje é uma dádiva divina. Graças a sua esmola angariada as custas de nosso desenvolvimento, já que advém das receitas tributárias que oneram toda cadeia produtiva, tornando nossos produtos caros para o consumidor final e diminuindo a margem de lucro dos que investem em nossa economia, aumentando sobremaneira desemprego, nosso chefe de estado conseguiu ser reeleito. VIVA O BOLSA FAMÍLIA!!!!!

Pensando direitinho, para que emprego, se já se tem o que comer com o bolsa família? Agora falta pouco, é só dar o bolsa família a quem realmente precisa, um mero detalhe, mas sejamos justos, sua função precípua foi alcançada, tivemos tantos bolsas famílias quantos necessários para reeleição...

Hoje encontramos um panorama realmente diferente, incontestavelmente por méritos exclusivos de nosso governante maior. Por exemplo: um pronunciamento de nosso emérito líder não provoca mais emoções em bolsas de valores, não faz mais o dólar subir e não altera o nosso risco país, tiremos nossas próprias conclusões...

19 janeiro, 2007

Impiedosa história

Se formos analisar o preço da imoralidade em um país em que Vale Tudo está sempre sendo reprisado no Vale a Pena Ver de Novo, alcançando índices de aceitação dignos de grandes produções, chegaremos a conclusão que o imoral compensa em seu custo-benefício, e encontra uma base muito sólida que o legitima, nosso povo.

Pego-me por vezes pensando, se é tão só a ignorância no seu sentido lato, a causadora dessa inversão de valores. Quando jogo-me por minhas viagens de introspecção chego ao despautério de duvidar da eficácia de nossa democracia, ou melhor, pergunto-me a quem serve certos instrumentos democráticos que são nobres em sua essência e essenciais para construção de uma nação digna e soberana, mas que são utilizados de maneira a comprometer os próprios beneficiados numa espécie de autolesão programada pela história? Vamos analisar...

É fato, que temos um povo que foi historicamente despreparado para cidadania plena, e que a proteção à dignidade da pessoa humana, conduzida hoje a preceito constitucional, manter-se-á por muito tempo como norma programática, se olharmos o povo num contexto global. È fato também, que um dos cernes de uma democracia cidadã está no direito ao voto, voto direto, secreto e livre para todos, sem distinção de qualquer espécie, conquista essa, que só passamos a usufruir a pouco, mas que nos tem levado a uma espécie de autodestruição, já que parte de nós não foi preparada para ter o necessário discernimento de uma escolha.

Pensar em restringir o acesso de parte de nós ao direito de votar, seria um retrocesso imperdoável de uma conquista. Exigir cultura de um povo miserável, preparado para o despreparo, tão já não poderemos nem ao menos imaginar, já que é uma empreitada sem fim, já de início tardio. Seria de uma intolerância ditatorial retirar o direito de escolha conquistado de quem historicamente foi massacrado pela falta de oportunidades, pela falta de escolha.

Penso, porém, ser de viabilidade ainda democrática censurar a entrada e a manutenção de alguns, ‘na mamata do paraíso’. Votar todos poderiam por óbvio, mas para ser votado exigiríamos preparo. Seriam nossos pretensos representantes aferidos por provas de conhecimentos como um primeiro requisito para lançar sua candidatura. Após analisar-se-ia sua conduta, se ilibada ganharia direito de candidatar-se. Eleito pelo voto popular haveria uma profunda fiscalização não apenas de seus pares, experiência esta que não se basta em si mesma, como podemos asseverar pelos últimos episódios esculpidos em nossa história. Necessário seria uma real fiscalização, tendo como base a total transparência de cada ato público e de cada ato de sua vida privada no aspecto financeiro, já que estamos falando de homens públicos que lidam e vivem do erário público. Mas as providências não parariam por aí, haveria uma consulta popular de confirmação no meio de cada legislatura, ocasião em que os eleitores confirmariam ou não suas escolhas dando-lhes a oportunidade de caça aos traidores operantes e inoperantes.

È só uma semente de moralidade que jogo ao léu de forma embrutecida, não obstante a certeza de sua utopia, tendo em vista a falta de vontade política de se moralizar uma estrutura corrompida e legitimada por nós, onde quem ganha com isso é justamente aquele que legitimamente tem o poder de mudar...

Para findar, deixo algo a se pensar: nos morros temos que seguir o que manda o tráfico para nos mantermos incólumes, e sofrerão as conseqüências aqueles que desrespeitarem a lei do silêncio, qualquer semelhança desta obra com a realidade tratar-se-á de mera coincidência...

Tristeza não tem fim...

Alguns clichês caíram no domínio público e tornaram-se referências com explicação do caótico. Clichês como: para fazer sucesso; seja muito bom ou muito ruim ou temos que mostrar o que o público quer assistir...porquê é assim? A quem interessa que assim permaneça?

Ligamos nossas TVs e rádios e nos deparamos com nossas latrinas e agradecemos por serem inodoras, salvo é claro raríssimas exceções. Temos entretenimentos da pior qualidade, programações culturais quase nenhuma e índices de audiência incrível na proporção da quantidade defecada.

Na música, por exemplo, querem colocar os gêneros mais esdrúxulos como símbolos de uma cultura regional. O Norte exporta o calipso, o Nordeste vive basicamente do axé, o Rio encanta o país com o funk. Tati Quebra-Barraco, MC Leozinho hoje são sucessos nacionais e paradigmas de uma juventude sem referências construtivas, espelhos de um nada cultural que prolifera entre os becos antes agraciados por uma tal bossa nova. A nossa MPB que já foi, e ainda é, ao menos para os menos “ecléticos”, sinônimo de orgulho e qualidade, a ser exportada para os mercados mais exigentes do mundo, hoje vive de passado, e alguns de seus representantes remanescentes, não prostituídos, se obrigam a sair de seu próprio país atrás de reconhecimento, nos deixando cercados do fétido. Salve os remanescentes e que Deus lhes conceda a vida eterna!

A mídia vende o podre argumentando que é disso que o povo gosta. Trata-nos como acéfalos e nos alimenta de merda. Merda dá ibope, merda vende, acredite! Não estará aí uma das explicações de nossos jornais, nossas maiores fontes de parcas informações, estarem repletos de violência? Não estará aí uma parcela de educação deixada ao léu. Onde está a responsabilidade social da mídia no contexto educação? Entreter é fundamental, mas desde que se entretenha com uma mínima qualidade, com uma mínima responsabilidade. Sinto-me o avesso da censura, mas sou partidário da boa educação. Precisamos de uma verdadeira revolução cultural, onde a regra não seja a inversão de valor, onde não se decrete o fim do culto às bundas, pois são de indiscutível beleza, mas se cultue também o além.

Esse estado de alienação total tem que ter um fim, quem ganha com esse apodrecer cultural tem que começar a perder, para que num futuro, ainda que distante, o povo comece a ganhar!

Passou!?...

Um povo sem memória é um povo sem passado, um povo sem passado é um povo sem futuro. O futuro deve ser escrito com as experiências do passado, sob pena de se ter um futuro ultrapassado. Não seremos jamais uma nação de primeiro mundo enquanto renegarmos nosso passado a meras peças de museu como acontece com os idosos e com nossas memórias eleitorais.

É inegável que isso passa pelo famigerado problema educacional-cultural que adoenta nosso país, como também pela indústria da pouca vergonha que faz o imoral se tornar normal. Tivemos em nosso passado recentes exemplos que bem ilustram o que acabo de mencionar. Parte de nós, a quem Deus deu o dom de enxergar, optou pela cegueira em troca de uma esmola no final do mês; a outra parte quis fazer-se de cego sob o argumento de que está tudo normal, que as coisas assim funcionam; outra parte a estrutura as quer cega e essa mesma estrutura culpa Deus por tal deficiência, e por último há aqueles que enxergam mas se juram cegos até a morte e são esses que ganham nossos votos de feliz ano novo.

Enquanto vivermos num país sem memória e sem moral o futuro estará sempre ultrapassado e o “dom” da profecia poderá ser exercitado com razoável probabilidade de acerto. Se ser vidente assinasse carteira seria a profissão que eu escolheria!

Vamos Legislar?

Um dos misteres de uma democracia participativa é que seus poderes funcionem de forma harmônica e independente na consecução da coisa pública, segundo suas competências constitucionais. Com isso, precipuamente, nosso executivo administra (executa), nosso legislativo legisla e nosso judiciário julga.

Hoje, até aos menos atentos a nossa realidade, é fácil perceber a crise institucional que assola estes poderes, capitaneados pela imoralidade de nosso legislativo, e, é a ele que quero referir-me.

Hoje o emprego dos sonhos de qualquer cidadão brasileiro que tenha por escopo de vida uma imediata aposentadoria milionária, estável, vitalícia e repleta de regalias às custas do erário público, candidata-se a uma vaga em uma das casas do nosso legislativo. Para adentrar neste paraíso, basta não ser analfabeto, embora tenhamos a impressão que por lá possuem maioria, e, convencer, Deus sabe como, um número determinado de pessoas que seu ingresso lhes trará algum tipo de proveito, é a chamada democracia representativa. Lá eles serão nossas vozes e representarão nosso querer. O problema é que quando eles lá estão, o querer deles sofre alteração, abrindo uma certa lacuna entre os nossos e os deles...

Nestas casas a que me refiro, há um conglomerado de partidos políticos que trazem como única ideologia clara, o propósito do “bem comum” e desta convicção política nossos representantes não abrem mão! Possuem uma série de imunidades que garantem seus triunfos, até quando tudo da errado no final dá tudo certo. Ao que me parece, num perfunctório olhar à distante, o que falta a nossa classe política são regras definidas para melhor fatiar o bolo, ou a pizza para quem não for muito chegado à doce, para que ninguém se julgue no direito de pegar a maior fatia e deixar seu companheiro pouco envaidecido, meio esvaziado em sua fatia e achando por bem estragar com o bolo só ficando a pizza.

Parece simples ou mesmo simplória a conclusão que se tira do que vemos no nosso legislativo, esta casa para ser o céu na terra, basta coadunar-se a alguns ensinamentos que Jesus nos deixou quando por aqui esteve, como o sentido de divisão, já que o de multiplicação eles trazem consigo e o de união não agindo como Judas, tudo em prol do bem comum!

Tem Jeito?

Propagar o inútil, o simplório, o medíocre, hoje, é abrir portas para o sucesso, pois é disso que o povo se alimenta, é isso que traz lucro vender. Coisas de acentuado bom gosto e um certo refinamento, que façam esse povo pensar, não vendem, pois é um povo que se acomodou em nada ter e que entende como destino à realidade que a vida os apresentou em seus primeiros suspiros, não tendo forças para escrever uma história de luta e suor, pois é mais fácil reclamar da própria sorte.

A indústria do medíocre encontra-se a pleno vapor, correndo a contento, de acordo com o querer do poder, que não se entusiasmam e em momento nenhum se entusiasmarão em mudar tal realidade. Não há interesse em mudar uma realidade que os favorece, não há interesse em compartilhar lucros, apenas prejuízos. Instruir um povo é localizá-los em suas mediocridades é dar-lhes ferramentas para reivindicar seus direitos que por certo irão se contrapor aos interesses do poder.

Está aí a problemática de nosso sistema educacional, está aí a vontade política de se transformar uma realidade escrita nos conformes de uma aristocracia ditatorial, que faz propagar o conformismo do medíocre como a forma mais segura de se manter no poder uma democracia que em certos pontos não sairá do campo da utopia.

Hoje nos encontramos num ponto de não podermos confiar nem naqueles que por suas histórias de luta os credenciariam para buscar um início de transformação, ainda que apenas no campo da moralidade, dando a impressão que o poder a todos corrompe ou em um pensamento mais pessimista corrompe até com mais facilidade aqueles que não se prepararam para ter o poder, a quem chamamos de companheiros.

Chego a triste conclusão que estamos esmerdalhados por uma maioria criada e acostumada a viver na merda e que dela em um sentido lato-figurado jamais sairemos. É um povo que no máximo de sua rebeldia reclama de sua própria sorte e que não possui em sua esmagadora maioria condições intelectuais e morais para uma macro-transformação, é um povo que ao mesmo tempo em que grita por moralidade não a legitima quando tem nas mãos um instrumento de mudança, é um povo que liga intelectualidade à imoralidade e a ignorância à honestidade, optando na legitimação da ignorância, por entender que semelhante acolhe semelhante, é um povo que precisa aprender a instruir-se para aprender a escolher e aí quiçá avistarmos uma democracia menos hipócrita.