08 setembro, 2008

QUAL SERIA O SENTIDO REAL DO MERCOSUL?

Uma união aduaneira é uma área de livre comércio com uma tarifa externa comum, ademais de outras medidas que conformem uma política comercial externa comum. Entre um grupo de países ou territórios que instituem uma união aduaneira, há a livre circulação de bens (área de livre comércio) e uma tarifa aduaneira comum a todos os membros, válida para importações provenientes de fora da área.
Os países ou territórios que a adotam costumam ter por objetivo aumentar a sua eficiência econômica e estabelecer laços políticos e culturais mais estreitos entre si. A união aduaneira é formada por meio de um acordo comercial. Essa política é em tese a adotada pelo Mercosul...
O processo de integração econômica entre territórios ou países foi descrito teoricamente nos anos 1960 pelo economista húngaro Béla Balassa. Segundo a teoria, à medida que a integração econômica progride, diminuem as barreiras comerciais mantidas entre os mercados participantes. SERÁ? Hoje em dia, a economia mais integrada entre Estados independentes é a União Européia e a sua zona do euro, já o Mercosul, Bom...
A integração econômica ocorre em seis degraus sucessivos: zona preferencial de comércio; área de livre comércio; união aduaneira; mercado comum; união econômica e monetária; integração econômica total.
A integração econômica costuma preceder a integração política. Na verdade, Balassa pensava que os mercados comuns supranacionais, com seu livre movimento transfronteiriço de fatores econômicos, gerariam naturalmente uma demanda por mais integração, não apenas econômica (via uma união monetária), mas também política, razão pela qual concluia-se, que com o tempo as comunidades econômicas evoluiriam naturalmente para uniões políticas. Percebe-se o abismo entre o ser e o dever ser, entre a prática e a teoria...
Após todo o exposto perguntaria: O QUE SERIA O MERCOSUL???
Por certo posso assegurar que não sei... Exatamente, embora vendido como União Aduaneira, até aos mais idiotas não é difícil perceber que esta nasceu morta, ou melhor foi um aborto da natureza... Em português claro e intencionalmente chulo diria eu filosofando:
"Quanto maior a quantidade de merda maior será o monte cagado..." Retirada das profundezas do meu intestino grosso...
Também não creio que o Brasil de hoje possua competência negocial ou força diplomática e econômica para sozinho fazer crescer a qualidade de seus contratos internacionais, porém resta mais que evidente que não são nossos "parceiros" do MERCOSUL que tornarão nossa realidade menos sombria... De meridiana obviedade também denota-se, que insistir em manter o bloco regional como união aduaneira é manter-se deslocado do mundo globalizado, tanto dos mercados emergentes como do G8 (G7 + Russia). A união funciona mal e, por suas normas, impede o Brasil de negociar por sua conta acordos de livre-comércio com os parceiros de sua escolha, restando atolado no estrume "latrino". Melhor seria, portanto, rebaixar o Mercosul ao status de área de livre-comércio, com preferências comerciais entre os sócios e liberdade para cada um assinar os pactos de seu interesse, porém não contem com isso...
Que este bloco é um fracasso como união aduaneira, não há o que discutir... Há uma porção de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC), a tarifa é usada de forma estúpida: incide quando um produto é recebido em qualquer porto do bloco e é novamente cobrada quando esse bem é transferido a outro membro da associação. Além disso, há várias barreiras comerciais entre os sócios, aplicadas, na maior parte dos casos, pelo governo argentino contra produtos brasileiros. A Venezuela, ainda sem participação plena no Mercosul, também mantém robustas barreiras e as tem aumentado. No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de carros para o mercado venezuelano foram 83% menores que as de um ano antes por causa de cotas em vigor desde janeiro. Se o ingresso da Venezuela for completado, as possibilidades de acordos internacionais do Mercosul ficarão ainda mais limitadas, já que Hugo Chávez "de Cadeia" declarou, mais de uma vez, a disposição de vetar qualquer pacto de livre-comércio com os Estados Unidos... Estaria a Lula barbuda imaginando um bloco comunista isolado do mundo? Só isso explicaria a insistência de acordar com um defunto...
Sem Chávez "do inferno", no entanto, os governos do Mercosul já não se entendem quando se trata de negociações bilaterais (com a União Européia, por exemplo) ou multilaterais (Brasil e Argentina divergiram na tentativa recente, em agosto, de conclusão da Rodada Doha). Quando se trata de negociações com parceiros importantes, o Mercosul funciona como uma espécie de pai às antigas, que impede sua filha de se "fundir" com quem de sua escolha, restando-a como opção fundir-se sozinha... Vale como auto-conhecimento, neste nosso caso de incompetência...
Resumo desta ópera: Flexibilidade ideológica, coerência e realismo. Exemplo do que digo: Fazer da Venezuela um parceiro bilateral doméstico não há maiores problemas, mas alçá-la a parceiro multilateral ou bilateral através do bloco, para negociações com terceiros, possuindo poder de veto, é atirar no próprio pé, prática por sinal demasiadamente perpetrada pelo presente governo, mas ignorada em meio a ignorância do povo...
Não se pode ainda, ignorar o mercado Norte-Americano por questões "ideológicas" ante-desenvolvimentistas, vide a China... Por falar nisso, vale uma pergunta: Por que mataram a ALCA frente as primeiras dificuldades? Questões ideológicas? Não quero crer... Haveria uma crise de identidade no Brasil? O Brasil não seria uma sociedade democrática capitalista? Seriamos uma ditadura comunista? Por isso volto com a pergunta, por que o sonoro NÃO à ALCA ainda no início das tratativas? Será que ter a Venezuela neste Bloco desmoronado foi fator preponderante para a exclusão da idéia da ALCA? Será que vislumbraram a Venezuela como um parceiro fundamental e mais importante que os EUA?
Se algum dia o Brasil vier a tornar-se uma ditadura comunista, formando o bloco comunista da América Latrina, verei algum sentido para sucessão de incoerências "asnificadas" na figura de nosso Presidente. Como não enxergo o menor realismo prático nesta patética força do mal, passo a acreditar que o Brasil foi escolhido por Deus para pagar em nome da humanidade todo mal que fizemos à seu filho, isso explicaria o impiedoso castigo de mandar-nos Lula como o pai dos pobres, ops, dos ricos, ou melhor, como a voz do povo é a voz de Deus, alcemos a categoria de pai de todos...
"Olhai por nós os pecadores e agora na hora de nossa morte amém"

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