25 novembro, 2010

BOMBA! A VERDADE SOBRE AS UPP's NO RIO... A GUERRA ENFIM FOI DECLARADA!

EXTRA AO FINAL DO POST!
"Entre mortos e feridos salvaram-se todos..."
Esta oração definitivamente não é em sua primeira parte abençoada por Deus ou pelo Cristo, mas é neste formato, em toda a sua amplitude, que o povo do Rio de bem espera bradar nesta série sem capítulo final... Fato é, que esta oração se revela inelutavelmente de conteúdo plurissignificativo e reveladora de conclusões diametralmente opostas...
Sem maiores rodeios desta verdadeira "panaceia desvairada", indo-se à questão nuclear, tratou-se de blindar as UPP's pré-eleições "de todo o mal amém"... Hoje, pós-eleições, percebe-se que a Ave Maria não estava tão cheia de graça como fizeram presumir e que não havia nos livrado de todo mal amém, que o fruto não era tão bem dito como se fez imaginar os desvalidos intelectuais...
No período pré-eleitoral aconteceu um verdadeiro "pacto de cavalheiros" entre o Governo Federal (banditismo oficioso), o Governo Estadual (apóstulo) e o banditismo oficial paralelo ao oficioso... Naquele período as coisas deveriam transparecer ineditamente sob controle, fruto de uma política de Segurança Pública "inovadora" e "revolucionária". Era o Estado pedindo licença para adentrar em território tradicionalmente inimigo sem reação, por ora aliado, uma realidade paradoxal e/ou utópica... Era uma espécie de passaporte para uma insólita realidade do deixa que eu deixo... Eu, poder constituído, com vossa anuência, penetro no seu espaço de controle sem dar um tiro; vossa excelência (o crime marginalizado) deixa, se deslocando para um espaço ainda não ocupado, sem ser preso... No local ocupado, deixem armamentos sucateados e uma quantidade de drogas barata para se apreender... Lá, onde penetrei, manter-se-á uma ordem planejada e midiática, seu modus operandi deverá ser alterado, desfile de armas só da polícia na presença da imprensa, o tráfico continua permitido, embora reduzido, só por detrás da "moita" e longe dos holofotes. Vocês receberão como contra-prestação, dinheiro público (sob a alcunha de investimentos) e liberdade total e irrestrita para traficar nos pontos ainda não ocupados, mas este "pacto de cavalheiros" valerá apenas até o fim das eleições para se dar continuidade ao populismo desejado...
Eleições findadas, cada um para o seu lado! A política de ocupação continua e passa a sufocar de forma progressiva à insuportabilidade. A subvenção do banditismo oficioso repassada para o apóstulo ao invéz de aumentar deve cessar, para que não vaze e cause um escândalo colossal e desmoralizante... Até as eleições, bandido bom não era bandido morto e nem preso, parte do "pacto"... Por isso, não há reclamações a se fazer de ambas as partes, as forças estão equilibradas, livres, e agora pós-eleições dar-se-á início a guerra... O momento agora é o da intimidação para mostrar quem realmente será celebrado como He-Man e quem encarnará a figura do patético Esqueleto deste desenho sem capítulo final... Uma guerra em campo aberto, nas ruas, onde um tiro (agora permitido) equivocado provoca a imediata reação de defesa institucional de seus aliados dos direitos humanos e dos hipócritas de plantão... Pós-eleição, dá-se enfim início a guerra como deve ser, com armas em punho sem conluio entre o Estado e o crime, ainda que esses papéis não sejam tão bem definidos... Agora, com o fim do "pacto", o crime não mais se evadirá de seus pontos se não houver uma verdadeira mobilização de forças, e a mentira da ocupação sem tiros descerá as raias da realidade... A partir deste momento dá-se início a ação da política de Segurança Pública, e será a partir deste momento que se poderá avaliar se esta política de ocupação não pacífica, provocadora da união das facções criminosas do Rio e constantes ataques ao asfalto (local onde o poder paralelo é, sempre foi e será segregado) trará os bônus prometidos sem os ônus pragmaticamente temidos por todos... Por certo, por discutível estratégia, as forças policiais vem procurando evitar o confronto, permitindo fugas para as comunidades vizinhas formando um processo de sufocamento tendente a insuportabilidade, mas o confronto será inevitável e isto o poder constituído já percebeu, por isso a estratégica convoação de todas as forças de segurança para o embate, pois é hora de mostrar definitivamente que o Estado é um só e que qualquer formação paralela deve ser exterminada... O embate direto dar-se-á ou não à depender da postura dos patéticos operadores do tráfico, o que se denotará das duas uma: A)Serem completos idiotas, estarão cometendo uma espécie de harakiri tupiniquim, sem a carga de nobreza do originário, é claro... B) De emblemáticos"cagões", entregando-se... Façam suas apostas... Certo apenas é que dar-se-á início as avaliações não das farsantes UPP's pré-eleitorais, mas das verdadeiras UPP's, de conluio rompido e raízes no plano de uma realidade fática... Enfim, dá-se início a guerra! Ou não?
EXTRA: CORRE À BOCA PEQUENA QUE ALGUNS DOS PRINCIPAIS TRAFICANTES QUE ESTAVAM NO COMPLEXO DO ALEMÃO EVADIRAM-SE DO LOCAL COM A COLABORAÇÃO DA "BANDA PODRE DA POLÍCIA POR UMA DAS SAÍDAS VIGIADAS POR ESTES DEPLORÁVEIS PROFISSIONAIS..."
Sem comentários...

6 comentários:

Fernandes Vieira disse...

Muito coerente,uma ótica excelente e realista da situação.Uma pena que entre estas duas forças está o cidadão comum como tábua de tiro ambulante.

Nair disse...

Disso nenhum meio de comunicação fala... parabéns pela informação exclusiva e corajosa! Muito bem escrito, ganhou um fã. Aliás seus textos são todos muito bons!
:-)

Fabiano Cabral disse...

Sensacional este furo, alás, seu blog é muito bom!

Joel disse...

Parabéns pela visão realística deste texto.HÁ muito tempo não vejo uma escrita tão lúcida e clara da realidade do Rio de Janeiro e da corja que comanda a nação.É uma visão que sempre defendo no meu dia-a-dia.Parabéns !!

Taíssa Cazumbá.:De Per Si:. disse...

Parabéns, Leonardo, vc diz o q muitos gostariam de dizer, e com genialidade.

Taíssa Cazumbá

José Ros disse...

Realmente essa é a realidade do Brasil, e que os maores meios de comunicação não contam, por medo ou por estarem associados de alguma forma com os poderosos.

E sobre o alerta, realmente ouvi muitas coisas sobre eles. E o alto escalão da polícia diz que irá "averiguar", ou seja, vai esperar passar um tempo até o povo esquecer e depois soltam os policiais marginais.